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Pousada Picinguaba

Rota do Ouro, Cunha, Ilha Grande

Rota do Ouro, Cunha, Ilha Grande

Perto de Paraty, podemos ainda encontrar a remota rota, que durante cerca de dois séculos, foi a mais frequentada do Brasil. A maioria dos escravos que trabalhavam nas minas de ouro de Ouro Preto e São João, utilizavam esta estrada assim como, os comerciantes de cachaça de cana do açúcar e de café. O caminho levava cerca de 45 dias a percorrer, a pé ou de mula. Este caminho tem ainda hoje uma atmosfera particular.

A uma hora de Paraty por uma estrada magnífica (que não está pavimentada e que é impraticável em algumas épocas do ano) chegamos a Cunha, uma das etapas desta viagem. Cunha é uma vila perdida no meio do nada, rodeada pelo extraordinário Parque Nacional de Mantiqueira. É lá, no meio das montanhas, que vamos procurar alguns dos produtos essenciais à nossa cozinha tais como, os cogumelos e o queijo... Entre Ubatuba e Taubaté, a rota do café deu origem a uma vila chamada São Luís de Paraitinga. Nestas pequenas cidades no meio das montanhas, com uma altitude de cerca de 1000m, o clima e as mentalidades são diferentes das vilas costeiras, reflectindo ainda a vivência de outros tempos: as pessoas circulam a cavalo, as portas de casa ficam abertas, toda a gente se conhece.

Entre o Rio e Pincinguaba, frente a Angra dos Reis, existe a Ilha Grande, conhecida pela prisão que acolheu grandes criminosos do país, mas que já não se encontra activa. Esta ilha foi descoberta pelo turismo acerca de 10 anos. As paisagens são soberbas e muito semelhantes às de Paraty e Picinguaba, embora menos intactas, dada a sua curta distância do Rio de Janeiro, que provoca multidões em períodos de férias.

Propomos duas hipóteses de passeio à Ilha Grande: um dia de barco, saindo de Paraty (viagem de 1h30m) ou um cruzeiro de yacht ou veleiro de dois dias, saindo do Rio (2 noites a bordo).